Seu Cachorro MANCA? 90% dos Donos Ignoram Esse Sintoma que DESTRÓI as Articulações do seu Pet!

Seu Cachorro MANCA? 90% dos Donos Ignoram Esse Sintoma que DESTRÓI as Articulações do seu Pet!

Publicado em 16 de Dezembro de 2025

Tempo de leitura: 3min

Para Quem Tem Pressa

A displasia em cachorro é a doença ortopédica mais frequente em cães, especialmente nas raças grandes e médias. Essa condição compromete o desenvolvimento das articulações (principalmente o quadril e cotovelo), gerando instabilidade, dor crônica e dificuldade de locomoção. O diagnóstico precoce, feito por meio de exames clínicos e radiográficos, é crucial, pois, embora a displasia em cachorro não tenha cura, o tratamento (clínico ou cirúrgico) pode retardar sua progressão e garantir a qualidade de vida do seu pet.

 Displasia em Cachorro: Guia Completo da Doença Ortopédica Mais Comum

A displasia em cachorro é a doença ortopédica mais frequente em cães, especialmente nas raças grandes e médias. Essa condição compromete diretamente a mobilidade, o conforto e a qualidade de vida do pet, podendo evoluir para dor crônica, dificuldade de locomoção e até perda funcional das articulações.

De acordo com a Orthopedic Foundation for Animals (OFA), algumas raças apresentam índices alarmantes de prevalência da displasia em cachorro: Bulldog (70,9%), Pug (70%), Fila Brasileiro (30%), American Pit Bull Terrier (23,2%), Rottweiler (21,2%), Golden Retriever (19,9%), Beagle (17,8%) e Labrador Retriever (12,1%). Esses dados reforçam a importância de compreender o que é a displasia e identificar seus sinais precocemente, principalmente em cães com predisposição genética. É exatamente isso que você vai descobrir neste guia completo. A seguir, reunimos tudo o que você precisa saber sobre a displasia em cachorro, com base em fontes técnicas, estudos veterinários e recomendações atualizadas para tutores responsáveis.

Entendendo a Displasia em Cães

A displasia em cães é uma doença ortopédica que compromete o desenvolvimento das articulações, afetando sua estabilidade, alinhamento e função. A palavra “displasia” significa “formação anormal”, ou seja, é uma condição em que uma articulação, como o quadril ou cotovelo, não se desenvolve corretamente durante o crescimento do animal.

As principais estruturas corporais afetadas incluem:

  • Articulação coxofemoral (quadril): Forma mais comum da doença (displasia coxofemoral em cães).
  • Articulação umerorradioulnar (cotovelo): Causa instabilidade nos membros anteriores.
  • Cartilagens articulares: Sofrem desgaste precoce devido ao atrito anormal.
  • Ligamentos, tendões e musculatura adjacente: Enfraquecem com a progressão da condição.

Na maioria dos casos, a displasia é bilateral, afetando ambos os lados do corpo, embora possa se manifestar de forma unilateral. Por se tratar de uma enfermidade silenciosa nos estágios iniciais, muitos tutores só percebem o problema quando o cão já apresenta dor ou dificuldade para andar.

Tipos e Sintomas da Displasia em Cachorro

Assim como em humanos, a displasia em cachorro não se manifesta de forma única. Conhecer os principais tipos é essencial para identificar precocemente o problema.

Displasia Coxofemoral (DCF)

A DCF é a forma mais frequente e afeta a articulação entre o fêmur e a pelve. Ocorre quando há um encaixe imperfeito, gerando instabilidade, atrito anormal e, com o tempo, desgaste da cartilagem, inflamação e dor crônica. Esse tipo de displasia em cães costuma surgir entre os 4 e 12 meses de idade, especialmente em raças de médio e grande porte.

Displasia Umerorradioulnar (Cotovelo)

Compromete a articulação do cotovelo e é mais comum em cães de grande porte, geralmente entre os 4 e 8 meses de idade. Os sintomas iniciais são discretos, mas com a progressão, o animal apresenta claudicação (mancar) nos membros anteriores, dor e limitação de movimento.

Quais os Sinais Típicos?

O sinal mais frequente da displasia em cachorro é a claudicação (mancar), geralmente notada após atividades físicas ou ao acordar. Outros sintomas importantes incluem:

  • Dificuldade para se levantar, correr ou subir degraus.
  • Marcha bamboleante ou andar com os “quartos traseiros abertos”.
  • Postura arqueada e sobrecarga nos membros anteriores.
  • Sentar de lado com frequência.
  • Atrofia muscular, especialmente nas patas traseiras.
  • Mudança de comportamento por dor crônica (apatia ou agressividade).

É crucial notar que a gravidade da displasia nem sempre está associada à intensidade dos sintomas. Segundo estudos, até 70% dos cães com diagnóstico confirmado não apresentam sinais clínicos evidentes nos estágios iniciais.

Diagnóstico, Fatores de Risco e Prevenção

O diagnóstico da displasia em cachorro deve ser realizado por um médico-veterinário ortopedista. A avaliação é baseada no histórico, sinais clínicos e, fundamentalmente, em exames de imagem.

Como é Feito o Diagnóstico?

  1. Avaliação clínica: O exame físico avalia o padrão de marcha, a postura e o nível de dor durante a movimentação. Inclui testes de manipulação articular para checar a amplitude de movimento e a instabilidade.
  2. Exames de imagem: A Radiografia (raio-X) é o exame mais comum, visualizando o encaixe da articulação e sinais de artrose. A Tomografia computadorizada (TC) é usada para maior detalhamento em casos complexos.
  3. Avaliação neurológica: Pode ser solicitada para descartar outras doenças, como hérnia de disco ou mielopatia degenerativa, que apresentam sintomas semelhantes.

Fatores de Risco e Progressão

Apesar da forte influência genética, que é o principal fator de risco, outros elementos contribuem para o desenvolvimento da displasia canina:

  • Raças de médio e grande porte: Apresentam maior prevalência.
  • Crescimento acelerado em filhotes: Comprometendo o desenvolvimento articular.
  • Sobrepeso ou obesidade: Aumenta a carga sobre as articulações e acelera o desgaste.
  • Excesso de exercício e pisos escorregadios durante o crescimento.

A displasia é uma doença progressiva. Sem tratamento adequado, ela se agrava com o tempo, evoluindo para dor persistente, inflamação crônica e desgaste da cartilagem.

Prevenção da Displasia

Embora a genética seja dominante, medidas preventivas reduzem significativamente os riscos em raças predispostas:

  • Triagem genética: Criadores devem realizar exames ortopédicos nos reprodutores.
  • Alimentação balanceada: Rações específicas para o porte e fase de vida evitam o crescimento acelerado.
  • Controle de peso: O peso ideal reduz a sobrecarga articular.
  • Ambiente seguro: Evite pisos lisos e saltos frequentes; instale tapetes antiderrapantes.
  • Exames preventivos: Raças como Labrador e Rottweiler devem fazer radiografias entre os 4 e 6 meses para avaliação precoce.

Tratamento da Displasia em Cães

A displasia em cachorro não tem cura, mas pode ser controlada com o tratamento adequado para aliviar a dor, retardar a progressão da doença e preservar a mobilidade do pet. O plano terapêutico varia conforme a idade, o estágio da displasia e a gravidade dos sintomas.

Tratamento Clínico (Conservador)

Indicado para casos leves ou moderados, visa o manejo da dor e a preservação da articulação:

  • Medicamentos: Analgésicos, anti-inflamatórios e condroprotetores (glucosamina e condroitina) para manutenção da cartilagem.
  • Fisioterapia para cachorro: Caminhadas controladas, natação e hidroterapia são essenciais para fortalecer a musculatura sem sobrecarga.
  • Controle de Peso: Rigoroso para reduzir o estresse nas articulações.
  • Acupuntura e Alimentação Funcional: Ajudam no alívio da dor e suporte articular.

Tratamento Cirúrgico

Indicado em quadros mais graves ou quando o manejo clínico não apresenta melhora. As técnicas variam:

  • Prótese Total de Quadril: Devolve funcionalidade e melhora o conforto em casos severos (indicada para cães com mais de dois anos).
  • Osteotomia Pélvica Tripla (OPT): Para cães jovens, sem sinais de artrose.
  • Remoção da Cabeça do Fêmur (Colocefalectomia): Reduz o contato ósseo e a dor em casos avançados.

Com o tratamento adequado, é possível retardar a progressão da displasia em cachorro, evitar complicações e preservar a mobilidade do pet por mais tempo.

Imagem: IA

Autor: Carlos Eduardo Adoryan

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